Cientistas anunciam cura com tratamento inovador contra leucemia

Reprogramação das células de defesa para combater o câncer é esperança contra uma forma aguda da doença

Um estudo publicado esta semana lançou novas perspectivas no tratamento de uma forma de leucemia aguda e de difícil tratamento, a leucemia linfocítica aguda (LLA).

Uma equipe de médicos da Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos, conseguiu curar uma criança com a doença usando um procedimento ainda experimental, mas que foi capaz de reprogramar as células de defesa para combater o câncer dentro do corpo.

Emily Whitehead, Emma, foi diagnosticada com LLA em 2010, quando tinha apenas 5 anos. Como os tratamentos convencionais não estavam funcionando, os pais da menina, Kari e Tom Whitehead, concordaram em submeter a única filha ao tratamento experimental.

O experimento foi realizado em abril de 2012 e consistiu na reprogramação genética do sistema imunológico de Emma, de modo a matar as células cancerígenas.

Os pesquisadores modificaram geneticamente as células de defesa da menina com a ajuda de um vírus, fazendo com que elas passassem a atacar as células cancerígenas, combatendo a doença. O tratamento deu certo. Um ano depois, Emma segue livre da doença.

Os pesquisadores da Pensilvânia apresentaram os resultados preliminares em dezembro de 2012, em Atlanta, no encontro da Sociedade Americana de Hematologia. Agora, os dados finais foram publicados na revista científica New Engand Journal of Medicine.

Apesar dos resultados inconstantes – o mesmo tratamento foi aplicado em outra criança que faleceu – os pesquisadores creem que o novo tratamento possa, futuramente, substituir o transplante de medula óssea, um procedimento ainda mais complicado, arriscado e caro, que é atualmente a última esperança nos casos em que outros tratamentos contra a doença falham.

Os autores da pesquisa creem também que a mesma abordagem – a reprogramação do sistema imunológico do doente – poderá, no futuro, ser usada contra alguns tumores, como os de mama e próstata.

- – - Mais um avanço importante no combate ao câncer. Ficamos felizes e esperançosos e sabemos que ainda pode levar um tempo para essas melhorias ganharam o mundo, mas que continuem insistindo e investindo na cura desse mal.

* Com infos do IG

“A batalha que não escolhemos”

“Assim que eu vi Jennifer pela primeira vez eu sabia. Eu sabia que ela era única. Eu sabia, assim como meu pai, quando ele cantava com suas irmãs no inverno de 1951 após conhecer a minha mãe, “eu a encontrei”.”

my wife with breast cancer

É assim que começa o relato dessa história de amor. Angelo Merendino estava apenas procurando um emprego. Mas quando ele conheceu e começou a trabalhar com Jennifer Wise, a gerente de um restaurante perto de sua casa em Cleveland, Ohio, ele sabia que havia encontrado sua futura esposa. “Eu nunca tinha experimentado o amor à primeira vista antes”, diz ele. “Mas eu a vi, e eu pensei, ‘eu tenho que casar com ela. Ela é a única.”

my wife with breast cancer

Mesmo assim, levou meses para Merendino reunir coragem de dizer a Jen como ele se sentia. Quando ele finalmente fez, ela estava morando em Nova York. Os sentimentos eram mútuos, por isso seis meses depois ele se mudou para Manhattan com um anel no bolso. Eles se casaram no Central Park no ano seguinte.

Cinco meses depois de seu casamento feliz, o casal sofreu um golpe devastador: Jen, então com apenas 36 anos, foi diagnosticada com câncer de mama. Ela e seu novo marido passaram os próximos quatro anos dentro e fora dos hospitais, até que os médicos lhe disseram que não havia mais nada que pudesse ser feito. Em dezembro de 2011, ela faleceu.

Merendino, um fotógrafo profissional, documentou toda a viagem angustiante em imagens – que ele postou depois em um blog, “Luta de minha mulher com câncer de mama (em inglês).” As fotos em preto-e-branco mostram Jen já doente e mais vulneráveis, mas também em mais forte e mais bonita. Eles colocaram um rosto no dia-a-dia da vida de alguém com câncer, uma vida que Merendino ainda está lutando para superar nove meses após a morte de sua esposa.

my wife with breast cancer

“Eu comecei a tirar as fotografias porque sentia como era importante para nossa família e amigos verem essas coisas”, diz ele. “Eles precisavam compreender consultas médicas, eles precisavam nos ver no hospital. Nós estávamos realmente fazendo isso só para eles. Mas, em seguida, outras pessoas começaram a nos dizer que eles se sentiram emocionados por o que estávamos passando.”

Merendino tinha encontrado um novo motivo para usá-las. As fotos de Jen, desde então, foram vistas por milhares de fãs, alguns inclusive que também enfrentaram o câncer. Recentemente, uma mulher disse a ele que as fotografias tinham inspirado-a a agendar sua primeira mamografia.

Hoje Merendino está trabalhando para dar início a uma organização sem fins lucrativos em memória de Jen, para ajudar famílias que enfrentam o câncer com os custos de transporte e alimentação. Ele também ainda está escrevendo no blog, principalmente sobre a fase em que está passando para voltar a ter uma vida normal sem a sua melhor amiga.

“Parece que há um espaço entre mim e o resto do mundo”, diz ele. “Eu tenho alguns dias bons e depois há dias em que eu meio que quero enterrar a cabeça na areia. Acho que sempre vai doer em algum grau, mas eu nunca iria mudar ter estado lá com a Jennifer. Nosso tempo juntos foi o maior e melhor momento da minha vida. Nós rimos e nos amávamos. Nunca senti felicidade assim.”

my wife with breast cancer

my wife with breast cancer

my wife with breast cancer

my wife with breast cancer

Jovem com câncer no cérebro é aprovado na USP em Ribeirão Preto

O jovem Alexandre Mendes Castanheira Monteiro, de 21 anos, foi aprovado para informática biomédica na USP. Seria algo comum, se não fosse por um motivo: Ele tem câncer no tronco cerebral – um tipo que prejudica as funções motoras no organismo.

De cabelos raspados e com a abreviação do curso pintado na testa, ele ostenta com orgulho essa conquista. O trote, organizado por amigos, parentes e colegas, ficou registrado em fotos. Ele começa as aulas agora, no próximo dia 25. Também é notável a cicatriz de 17 centímetros na parte de trás da cabeça, que foi conquistada de uma forma bem mais dolorosa. Foram necessários diversos procedimentos para combater esse tumor, descoberto em julho de 2010.

jovem câncer

“O momento bem crítico foi bem no meu aniversário. Eu tinha feito quimioterapia uma semana antes. Eu não tinha força para levantar copo e minha fala estava abafada, só minha mãe me entendia, eu ficava com raiva, não conseguia comer sozinho”, lembra.

Aos 18 anos ele precisou se afastar da vida de vestibulando para se dedicar ao tratamento contra o tumor. Precisou abandonar o cursinho por 2 meses, devido a sua dificuldade de andar – ele precisou de muletas para conseguir – e não tinha expectativas de voltar. “Dava para ver a minha piora semanal. Parei o cursinho quando vi que precisava de ajuda”, lembra o adolescente.

Somente em 2012, depois de uma melhora considerável que o permitia voltar a fazer sozinho coisas básicas como tomar banho e caminhar, ele teve o desejo de voltar aos estudos. Foi quando ele retomou as aulas no cursinho que acabou o levando a aprovação na USP.

O restante da matéria pode ser lido no G1. E para todos nós, fica um belo exemplo: Não tem nada que você não possa fazer, tudo o que você precisa é de um pouco de boa vontade, insistência e muita garra. Claro que em todo caminho as dificuldades existem, mas devemos lembrar sempre de ficar focados na parte boa do aprendizado. Se as grandes vitórias não acontecem, podemos nos focar nas menores e pequenas vitórias que o dia a dia nos proporciona.

E você, vai continuar reclamando da sua vida ou vai fazer algo notável hoje? Tudo depende de você!

Jovem de 15 anos cria teste para câncer

Se você acha que pessoas de 15 anos não têm muito que ensinar aos mais velhos, esse menino vai mudar a sua opinião.

Jack Andraka, de apenas 15 anos, apresentou na Feira de Ciência e Engenharia da Intel, um sensor de papel que identifica o câncer pancreático até 168 vezes mais rápido que os aparelhos usados atualmente. Além disso, a invenção é 90% mais precisa, 400 vezes mais sensitiva e 26.000 vezes mais barata do que os métodos atuais. Ou seja, é genial.

jack andraka

Como muitas ideias inovadoras surgem de experiências pessoais, essa não foi diferente. Jack se debruçou sobre o tema específico do câncer pancreático, porque um amigo de seu irmão morreu por causa da doença. “Fiquei interessado pela descoberta precoce, fiz uma tonelada de investigações e tive essa ideia.”

O sensor criado pelo adolescente pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente tem câncer no pâncreas. A tira de papel utilizada, muda conforme a quantidade da proteína no sangue e isso pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.

Mas essa invenção não foi sorte de principiante. Jack, que adora ciência, já inventou outras coisas. “Antes disso eu estava no meio ambiente. Há alguns anos detectei poluição na água com uma bactéria brilhante.”

O prêmio de US$ 75 mil que ele ganhou com o primeiro lugar na Feira, será usado para os estudos. Andraka pretende estudar para se tornar um patologista. Enquanto isso, ele planeja iniciar testes clínicos com o sensor, encontrar-se com a equipe do Quest Diagnostics e colocar o produto no mercado dentro de 10 anos.

Via Forbes

Nanobolhas plasmônicas contra o câncer

Um dos desafios na quimioterapia contra o câncer é fazer com que os agentes quimioterápicos atinjam o interior da célula cancerígena. É geralmente lá que eles atuam. Algumas células cancerígenas conseguem ser resistentes a determinados agentes quimioterápicos pelo simples fato de que não permitem que estes se acumulem em seu interior. Trata-se de câncer e, assim, cientistas veem uma enorme urgência em driblar este problema. Sem nanoproselitismo, caro leitor, a nanociência ofereceu, mais uma vez, uma arma fantástica para nos fortalecer na guerra contra o câncer.

Experimentos realizados na Rice University, EUA, mostraram que é possível melhorar o acesso dos quimioterápicos ao interior de células cancerígenas pelo uso de laser e nanopartículas de ouro. O método testado fragiliza células cancerígenas por meio da formação de nanobolhas plasmônicas em suas membranas.

O primeiro passo dessa técnica é dispor nanopartículas de ouro sobre a superfície de células cancerígenas. Essa tarefa é facilitada pelo fato de que estas nanopartículas possuem determinados anticorpos* em sua superfície que aumentam a seletividade às células cancerígenas. Além disso, em comparação a células sadias, células cancerígenas captam nanopartículas de ouro mais avidamente.

O segundo passo é expor a célula ao agente quimioterápico e irradiá-la com laser pulsátil. A pulsação do laser faz com que as nanopartículas presentes na célula sejam aquecidas. Esse aquecimento gera nanobolhas de ar e vapor, chamadas pelo cientistas de nanobolhas plasmônicas porque são geradas pelos plasmons de ouro (as nanopartículas de ouro) excitados pelo laser.

As nanobolhas plasmônicas fragilizam a célula cancerígena. Uma de suas principais barreiras, a membrana plasmática, é severamente fragilizada, permitindo assim a passagem de agentes quimioterápicos de fora para dentro. Na prática, foi possível aumentar em 30 vezes (!) a letalidade de certos quimioterápicos contra células cancerígenas mantidas in vitro. Achou pouco?

Entenda melhor assistindo ao vídeo abaixo.

(*) Via Milena Via Nanotecnologia Hoje

Doe 1 real para o GRAAC

Nova campanha do GRAAC, reforçando que doar 1 real – valor acessível para qualquer um, praticamente – pode ajudar muito uma causa séria e pontual.

doe 1 real

O Graacc precisa de você. E sabe como você pode ajudar? Com um real. Só um real, que quando se junta a mais um real e mais um real e um real de todo mundo dá uma lição no câncer infantil. Ligue 0500 1000 001 e doe um real. Só um real.

Graacc. Cada real vale muito!”

Que tal ajudar agora mesmo? ;)

Menino de 12 anos com câncer é tratado com maconha medicinal

Desenvolvida em Israel, nova variedade pode ajudar a quebrar resistência dos que se opõem ao uso medicinal da planta.

Diagnosticado com câncer, o garoto David Sabach, de 12 anos, está sendo tratado com um tipo especial de maconha medicinal desenvolvida por cientistas israelenses que ficou conhecida como “maconha sem barato”. Em sua casa, em Israel, David guarda fotografias que são um registro dramático de seu estado há dois anos. Na época, por causa da quimioterapia, ele perdeu todo o cabelo e seu peso chegou a metade do que é hoje.

“Eu costumava tomar morfina para a dor, mas o efeito não durava mais que alguns minutos”, conta o menino.

Hoje, David recebe doses da maconha especial, adicionada a chocolates, biscoitos e bolos. “O efeito da cannabis dura todo o dia. Sinto-me muito melhor. Finalmente, posso andar sem chorar por causa da dor nas pernas”, diz. A maconha medicinal tem sido usada em Israel desde os anos 90 para o tratamento de uma série de doenças, entre elas câncer, Mal de Parkinson, esclerose múltipla e síndrome de Tourette.

Recentemente, porém, cientistas ligados a empresa Tikkun Olam desenvolveram um tipo especial dessa maconha neutralizando a substância THC (tetrahidrocanabinol), que gera os efeitos cognitivos e psicológicos da droga. Além disso, a nova variedade da planta tem uma concentração mais elevada da substância canabidiol (CBD), um poderoso anti-inflamatório.

Nova Imagem

O resultado é uma maconha com as mesmas propriedades medicinais da cannabis tradicional, mas sem o “barato” que faz com que muitos se oponham ao uso medicinal da planta. “O canabidiol não se fixa às células do cérebro, então, após ingerir essa substância, o paciente não tem nenhum efeito colateral indesejado”, diz Ruth Gallily, professora de imunologia na Universidade Hebraica de Jerusalém, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos

“Os pacientes não têm ‘barato’ e não ficam confusos. Podem dirigir, trabalhar e fazer suas tarefas do dia a dia.”

A cannabis é considerada uma droga ilegal em Israel, mas a Tikkun Olam obteve uma licença especial do Ministério da Saúde para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel. De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da empresa, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, recebendo a substância após mostrarem receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde. Klein explica que pelo menos três categorias de pacientes devem se beneficiar da nova variedade de maconha medicinal.

Primeiro, as pessoas que precisam continuar a trabalhar durante o tratamento. Segundo, os idosos, porque eles seriam muito sensíveis ao THC. Por fim, crianças como David.

Críticas

Para alguns críticos da nova “maconha sem barato”, porém, é a combinação do THC com o CBD que trás mais benefícios para os pacientes. Um paciente de câncer de 52 anos que pediu para não ser identificado, por exemplo, explicou à BBC por que acredita que a maconha tradicional é a ideal para o seu tratamento.

“(A cannabis tradicional) não só ajuda a aplacar a dor mas também contribui para que tenhamos mais vontade de comer”, disse o paciente, que teve um tumor no estômago removido há cinco meses e combina o uso de maconha com quimioterapia. O corpo não pode lutar sem combustível e um dos efeitos maravilhosos da maconha é que ela causa o que é conhecido como “larica” (fome), que para quem faz quimioterapia é uma benção.”

Com informações do Estadão

Crianças Brasileiras com câncer cantam Stronger, de Kelly Clarkson

Tempos atrás eu coloquei aqui mesmo um vídeo sobre crianças de um hospital de leucemia que gravaram um clipe da música Stronger, da Kelly Clarkson. Agora surgiu no youtube uma versão Brasileira do vídeo.

A descrição é auto-explicativa:

Vídeo elaborado por pacientes do setor de Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba-PR, inspirado no vídeo das crianças do Seattle Children’s Hospital.

Esta filmagem foi realizada por super-heróis se doaram por meio alegria, sonhos, esperança e fé – por um mundo repleto de amor.

Seja um doador de medula óssea, compartilhe esta ideia!

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla”. (David Hume)

O vídeo, abaixo:

Força, crianças. Muita força pra todas vocês!

Uma história que merece ser compartilhada

Fazem pouco mais de 23h que Matthew Robinson postou uma história na fanpage da Toy R Us – loja de brinquedos norte-americana – e até o momento mais de 345 mil pessoas curtiram. (Enquanto traduzíamos o texto, o número de curtir subiu pra 394 mil)

E trago a história deles pra cá, por ser algo que pode parecer sem sentido mas que na cabeça dele e daqueles que o rodeiam faz e muito.

Segue o post na íntegra, devidamente traduzido.

“Querido “Toys R Us

Não tenho certeza se vocês mesmos lerão isto, mas eu tenho uma história que precisa ser ouvida.

Há exato um ano atrás, eu entrei em uma loja do Toys R Us, em Clive, Iowa. Meu filho de 4 anos de idade, Peter, estava em um hospital recebendo quimioterapia para o câncer nos ossos com o qual ele estava batalhando desde que foi diagnosticado quando tinha 2 anos. O médico disse que ele provavelmente não passaria daquela noite. Obviamente, eu não pude dizer isto à Peter, então eu perguntei se havia alguma coisa que ele realmente queria naquela tarde. Ele me disse “Papai, eu quero um ursinho de pelúcia. Não me sinto bem”. Eu PROMETI a ele que conseguiria o ursinho antes que ele adormecesse. Então eu dirigi até a loja Toys R Us assim que ele me contou. Logo que eu cheguei à loja, eu me apressei e achei Ursinho de pelúcia que estava mais próximo. Então fui ao caixa, apenas para perceber que havia esquecido minha carteira no hospital. Eu fiquei arrasado e entrei em pânico, no medo de não conseguir cumprir a minha promessa. Pensei rapidamente e finalmente decidi me aproximar do balcão de serviço ao cliente e explicar a minha situação e a minha urgência em voltar. Depois de escutar a minha história, ele prazerosamente me entregou o ursinho sem qualquer custo. Fiquei pasmo com este gesto de generosidade e bondade. Depois de agradecer muito ao atendente, corri para o meu carro e fui de volta ao hospital. Aproximei-me à lateral da cama de Peter, e gentilmente coloquei aquele animal de pelúcia embaixo do braço de meu filho. Ele disse “Boa noite, papai”. EU respondi “Boa noite, filho. Eu amo você”. Eu percebi que talvez esta fosse a ultima vez que eu responderia estas palavras para o meu filho. Depois que ele parecia estar dormindo, puxei uma cadeira ao lado de sua cama, e fiquei olhando enquanto ele dormia. Eu queria ficar acordado a noite toda. Na manha seguinte, percebi que eu havia apagado, olhei para Peter, beijei sua testa pelo, o que eu pensava ser, a última vez, então chorei. Para minha surpresa, eu vi meu filho abrir os olhos. Eu me enchi de uma felicidade e alegria inexplicável. As primeiras palavras que ele me disse foram: “Muito obrigado, papai, pelo meu ursinho”.

Eu estou muito feliz em dizer que hoje Peter está forte, saudável e livre do câncer.

Sou um homem muito religioso, e acredito em milagres. E eu também sei que Deus trabalha de formas estranhas através das pessoas. Realmente acredito que aquele empregado do Toys R Us fez um milagre pra mim.

Muito obrigado Toys R Us

Deus os abençoe,

Matthew”

- Vejam in loco e compartilhem a vontade. Esse tipo de história nos enche de esperanças. E quem garante que não foi mesmo um milagre?

É possível morrer em paz?

Em vez de uma luta intensa pela cura, focar na qualidade de vida, na atenção da família e dos amigos pode ser mais efetivo para terminar a vida em paz

Pacientes à beira da morte lidam melhor com o fim da vida quando não estão no hospital, não estão presos a tubos de alimentação parental ou fazendo quimioterapia, e quando sentem que têm uma relação de confiança com seu médico, diz uma nova pesquisa sobre pacientes terminais de câncer.

A importância da meditação, da oração e do aconselhamento espiritual

Outros fatores que ajudaram os pacientes a encontrarem paz em seus últimos momentos, de acordo com a pesquisa, foram orações, meditação, visita de conselheiros espirituais e a construção do sentimento de estar livre de preocupação ou de ansiedade.

A pesquisa ouviu cerca de 400 pacientes com câncer em estado avançado nos Estados Unidos, que tinham recebido a notícia de seus médicos de que teriam menos de 6 meses de vida. A informação foi partilhada também com o cuidador mais próximo do paciente, na maioria dos casos, o cônjuge. A idade média dos pacientes era 59 anos e eles responderam à pesquisa em média 4 meses antes de morrerem. Os cuidadores foram entrevistados sobre o período terminal dos pacientes posteriormente.

Conforto e qualidade de vida na hora da morte são escolhas possíveis

Muitos fatores influenciaram como os pacientes e seus cuidadores classificaram a qualidade de vida nesse período. Entre os mais importantes estava não morrer na UTI do hospital; não precisar encarar tratamentos agressivos para estender a vida, como alimentação parental ou quimioterapia; e sentir que seus médicos os viam como pessoas completas e os tratavam com respeito, diz Holly Prigerson, autora do estudo e diretora do Center for Psychosocial Epidemiology and Outcomes Research no Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston.

“O que os resultados sugerem é que a atenção às necessidades psicossociais dos pacientes, suas necessidades espirituais, seu conforto, suas preocupações, a necessidade de não se sentir abandonado pela equipe médica e de reconhecer-se como um ser humano valioso e significativo é a coisa que mais importava para os pacientes e suas famílias”, diz Prigerson.

Sofisticação nos tratamentos não importa tanto quanto a conexão humana, incluindo a confiança no médico

“Longe de relacionar-se a quanta quimio ou quantos procedimentos a pessoa recebeu para tentar ser salva. O estudo mostrou que, ao contrário, é a conexão humana que parece ser o mais importante para uma boa qualidade de vida nos cuidados paliativos”, ela disse.

Oncologistas tendem a focar na cura de pacientes, mas muitos médicos sentem-se pouco confortáveis ao lidar com questões relativas ao fim da vida. As conclusões do estudo mostram que mesmo quando a cura não é mais possível, os pacientes ainda querem saber que seus médicos estão preocupados com eles.

“Quando os pacientes não podem mais ser curados, muitos médicos sentem que não tem mais nada a oferecer a seus pacientes e os abandonam emocionalmente, o que os resultados sugerem é o oposto”, diz Prigerson. “Na verdade, a presença e a disponibilidade do médico é uma das maiores influências na qualidade de vida dos seus pacientes.”

Os médicos e cuidadores precisam de informações sobre aquilo que realmente importa para seus pacientes na hora da morte

Alan Zonderman, um dos investigadores-chefe do Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos, disse que o estudo é importante porque acrescenta informações concretas sobre o que realmente importa para os pacientes e suas famílias no fim da vida.

“Significa que podemos dar aos médicos orientações baseadas em evidências genuínas de pacientes e de pessoas realmente próximas a eles”, disse Zonderman, coautor de um dos editoriais relacionados na publicação.

O estudo também ilustra a importância para os médicos de “mudar de rumo” e focar na qualidade dos últimos dias de vida de um paciente, quando a cura não é mais possível, diz Dr. Michele Evans, pesquisadora-chefe diretor científico do Instituto Nacional do Envelhecimento.

“Ter essa conversa não é fácil”, Evans acrescenta. “Somos bons em dizer aos pacientes: ‘A náusea, a perda de cabelos, o vômito, tudo isso vale a pena porque vamos curar você”, diz. “Mas no caso de algumas doenças, a cura não vai vir.”

“É aí que fica evidente a importância dos médicos terem um relacionamento forte e transparente com seus pacientes, para que possam falar a verdade para eles e estarem lá para prosseguirem juntos até o final”, ela acrescenta.

Onde morrer e como morrer são escolhas do doente

Outra descoberta-chave foi a importância que pacientes deram para “escolher onde morrer e como viver seus últimos momentos”, de acordo com Evans.

“É impossível fazer de uma unidade de terapia intensiva um ambiente agradável”, diz Evans. Se pacientes com câncer passam seus últimos dias ali, “com freqüência isso quer dizer que os cuidados médicos saíram de controle e não estão mais baseados na qualidade de vida. É a preservação da vida a qualquer custo”, acrescenta ela.

Para garantir que essas necessidades terminais sejam asseguradas, especialistas afirmam que os pacientes de câncer deveriam ter documentos como testamento vital (que especificam as decisões a ser tomadas no período final de sua vida), testamentos jurídicos e a procuração sobre as decisões médicas, que permite que um terceiro indicado pelo paciente tome decisões médicas quando o próprio paciente não for mais capaz de fazê-lo.

É fundamental que quem vai morrer possa discutir seus desejos com a família e os médicos
“Igualmente importante”, diz Evans, “é que os pacientes de câncer se assegurem de que discutiram seus desejos com a família e com seus médicos”.

“É comum nunca termos essa conversa. As famílias dizem: ‘Não sei o que fazer, trate com ele. Ele é guerreiro’. Essa pessoa pode ter sido guerreira em vida. Mas se é certo que você vai perder a batalha? Você quer lutar até o fim, ou você quer ter tempo para não se sentir tão mal e lutar por sua qualidade de vida?”, continuou Evans. “Não temos essas conversas com freqüência nem na família nem entre os médicos.”

- – -

Li essa matéria que saiu no IG e me confortou o fato de que, quando foi a minha vez de escolher, eu optei por levá-lo para casa. Contei um pouco da história no meu blog.

Isso me confortou, de alguma forma. Espero que todos que precisem passar por uma situação tão complicada e difícil quanto essa tenham a consciência de ouvir e levar em consideração todos os pedidos de seus entes queridos. No final das contas, quando a batalha está prestes a ser perdida, temos que ser conscientes disso e procurar dar mais qualidade de vida e paz – no melhor sentido da palavra – para quem já está sofrendo muito com tudo o que está acontecendo.

Page 1 of 512345